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Sou aquela que já não se sabe quem é!!! Diferente de tudo que já existiu, única e tão comum. Tamires Paz = Eu!!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

2005/ Amigaa/ antigaaa

Minha amiga me pediu:
Escreve um poema pra mim???
Aqui esta!!! De amiga, viu?!?!

Adoro seu sorriso metálico,
rindo de minhas bobagens.
Adoro seus olhos surpresos;
com o exagero das minhas dosagens.

Adoro sua voz me dizendo suave
aquilo que já 'se sabem.
Mas gosto também dela embriagada...
..dizendo sacanagem....

Gosto tanto quando se impõem
e me mostra a verdade.
Ou quando muda
tenta desvendar o mistério da saudade.

Tentando achar uma resposta pra TUDO!!!
porque HÁ???
Mas tendo certeza do por que
de um dia ir viajar!

Invejo-me da sua inteligência
Mas me orgulho de sua simplicidade.
Pois é a contradição da urgência;
com o atrevimento, a curiosidade

Um dia ela irá;
pra longe partirá;
Deixando-me só eu sei!!
e levando o coração que lhe dei.

Mas agradeço sua amizade,
mesmo que morra de saudades.
E esperarei você retornar!!!
para assim, podermos recomeçar!!!!!!


A/C ..................................................................... BAby...

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O fim..

Te vi”!!! E algo recíproco aconteceu.. Você me percebeu...
Vendo-te assim te desejei, e como tudo que quero tenho, tive!
Tendo-te, conheci , estudei, te adorei.
Adorando, ceguei meu instinto, ceguei meu faro, me apaixonei...
Assim no auge da paixão, briguei, enciumei, escandalizei meu ego minha dor.

Intrigas, lágrimas, mágoas....

Assim, pude perceber defeitos, e humanismo em seu cheiro, paladar, e olhar..
Então, enfim, te amei... Pude venerar cada detalhe, sabendo que nele estava meu destino, meu sonho.

Sonhando deixei minha sina nas mãos do acaso.

Como esperado, te perdi, você realmente se foi, você realmente deixou de me amar.
Perdendo-te, sofri, na verdade perto do fim cheguei, meu mundo era você, minha poesia estava em seu corpo.

E então, fui ver onde tinha perdido minha essência, aquela que fez você olhar pra mim, aquela que saia dos meus poros embriagava todos que me contemplavam.

Andei inebriada por muito tempo, a fim de esquecer, ludibriar, a mim mesma.
Meu sonho foi esquecido enfim, acordei, senti o chão como nunca!
Parei de chorar, e minha ressaca eterna surgiu, para curar tudo que ingeri de supérfluo.

Passo agora na mais íngreme montanha, procurando meu caminho, o mais difícil; me apaixonando, me confundindo, me iludindo...

Gostar de quem gosta de mim, voltou a ser meu lema!

Estarei aqui pronta! A espera de uma nova ilusão, mas que a mesma seja “real”, que meus olhos estejam ligados, que não deixe meus sonhos guiar minha existência, meu futuro, meu destino.

Agora vejo o favor feito, jamais pensaria como ser humano se continuasse em nuvens distantes.

E nada mais humano que um amor utópico, platônico. Já vivi, agora quero um que seja REAL! Que me faça esquecer as falsas promessas, mesmo que sejam com novas juras inventivas.

Sendo assim... Espero.... Ainda sem pressa.........

................................................................................................... Por ....!

domingo, 5 de setembro de 2010

A/C...

Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir. Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar.


Acordo pela manhã com ótimo humor, mas... permita que eu escove os dentes primeiro.
Toque muito em mim, principalmente nos cabelos e minta sobre minha delirante beleza.
Tenho vida própria; faça-me sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas e nem seja preconceituoso.

Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer-me um porto, um albergue da juventude.

Eu saio em conta, você não gastará muito comigo.

Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa. Respeite meu choro, me deixe sozinha, só volte quando eu chamar e, não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada. (Então fique comigo quando eu chorar, combinado?).

Seja mais forte que eu e menos altruísta! Não se vista tão bem... gosto de camisa para fora da calça, gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço.
Reverenciarei tudo em você que estiver ao meu gosto: boca, cabelos, peito e um joelho esfolado, você tem que se esfolar as vezes, mesmo na sua idade.

Leia, escolha seus próprios livros, releia-os.
Odeie a vida doméstica e os hábitos noturnos. Seja um pouco caseiro e um pouco da vida, não “tão” de boate que isto é coisa de gente triste.
Não seja escravo da televisão, nem seja contra.
Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai. Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.

Enlouqueça-me uma vez por mês, mas, me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: boba, rouca, boca... Goste de música e de sexo. Goste de um esporte não muito banal. Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa, apresentar sua família... Isso a gente vê depois... Se calhar...

Deixa-me dirigir o seu carro, que você adora. Quero ver você nervoso, inquieto. Olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos. Não me conte seus segredos... Faça-me massagem nas costas. Não fume, beba!, chore, eleja algumas contravenções. Rapte-me!

Mas, se nada disso funcionar... Experimente me amar!
Vou-me Embora pra Pasárgada

                                                                                                        Manuel Bandeira


Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.



Texto extraído do livro "Bandeira a Vida Inteira", Editora Alumbramento – Rio de Janeiro, 1986, pág. 90